Justiça
MP pede investigação de ataques misóginos contra jovem que morreu ao ser arremessada de ponte
Manifestações nas redes sociais sugeriam a prática de violência sexual contra o corpo de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas
O Ministério Público de São Paulo determinou uma investigação sobre possíveis crimes em comentários misóginos contra Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que morreu após ser lançada sem cordas de uma ponte em uma prática de rope jump em Limeira (SP).
Publicações nas redes sociais sugeriam a prática de violência sexual contra o corpo da vítima, com insinuações de necrofilia.
As deputadas federais Erika Hilton (PSOL-SP) e Tábata Amaral (PSB-SP) encaminharam um pedido de investigação sobre o caso ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal.
A promotora de Justiça Ana Maria Aiello Demadis ordenou a apuração dos ataques no âmbito de um dos inquéritos em curso sobre a morte da jovem ou em um novo procedimento. Ela se manifestou no bojo de notícia-crime apresentada pela Bancada Feminista do PSOL.
O caso está sob investigação em dois inquéritos paralelos. Em um deles, a polícia indiciou três instrutores por homicídio com dolo eventual. Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves estão presos.
Em outra frente, a polícia mira a participação de mais cinco pessoas. Três delas foram presas preventivamente no último fim de semana: João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, de 35 anos, que teria retirado a câmera da jovem após sua queda; Evelyne dos Santos Gonçalves, 43, apontada como responsável pelo grupo que realizava os saltos; e Gabriel Barros Martins, 30, que teria fugido do local.
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