Justiça
Caso Henry Borel: Advogada de Monique Medeiros anuncia desligamento do caso
A mãe do menino teve perdão concedido pela Justiça. O MP contestou a decisão e o recurso ainda será analisado
A advogada Florence Rosa, que atuava na defesa de Monique Medeiros, acusada pela morte do filho Henry Borel e que recebeu perdão judicial, anunciou o seu desligamento do caso.
Nas redes sociais, a advogada atribuiu a decisão à chegada de um novo colega à defesa e à ‘incompatibilidade de estratégias defensivas’. O nome do novo advogado não foi divulgado.
“Atuamos na defesa de Monique Medeiros, cuja contratação limitava-se exclusivamente a atuação na sessão plenária do Tribunal do Júri. Tínhamos a disposição de seguirmos até a fase recursal, dado o recurso pendente. Com a chegada de um novo colega à defesa, e, diante de uma legítima incompatibilidade de estratégias defensivas, decidimos, em comum acordo, encerrarmos a nossa atuação no caso”, escreveu.
No início do mês, Monique Medeiros teve o perdão judicial concedido pelo Conselho de Sentença do II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. Com a decisão, a mãe da criança teve seu crime desclassificado para homicídio culposo (quando não há intenção de matar).
O Ministério Público, no entanto, entrou com um recurso contra a decisão que livrou Monique. A interposição foi feita pela 2ª Promotoria de Justiça junto ao 2º Tribunal do Júri da Capital. O recurso ainda deve ser analisado.
Em seu comunicado, a advogada disse, ainda, que as divergências sobre a condução técnica são naturais do exercício da advocacia. “Registramos nosso respeito à cliente e os votos de que sua defesa prossiga com todo o zelo”, finalizou.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.


