Justiça
Mãe de Henry Borel, Monique Medeiros se entrega e volta a ser presa
Ela é acusada de matar o filho em 2021; a prisão havia sido suspensa em 23 de março
A mãe do menino Henry Borel, Monique Medeiros da Costa e Silva, se entregou nesta segunda-feira 20 à polícia do Rio de Janeiro e voltou a ser presa. Ela é ré no caso da morte do filho e tinha deixado a prisão em março, após decisão judicial.
O retorno de Monique à prisão havia sido determinado na última semana, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), após manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Monique estava presa desde 2021, acusada de ser cúmplice na morte do filho às mãos do então marido dela (e padrasto da criança), o ex-vereador da cidade do Rio Dr. Jairinho (atualmente sem partido).
No último dia 23 de março, a juíza Elizabeth Louro, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), determinou a soltura de Monique sob o argumento de que ela foi prejudicada por atitude da defesa de Jairinho.
No dia da soltura, os advogados do ex-vereador abandonaram o plenário de julgamento, alegando que não tiveram acesso às provas do processo. A nova sessão, então, foi marcada para 25 de maio, o que, no entendimento da juíza, configurou constrangimento ilegal a Monique por excesso de prazo.
Relembre o caso
Henry Borel morreu em 8 de março de 2021, depois de ser levado a um hospital por Monique e Jairinho. O casal afirmou que o menino tinha caído da cama. Entretanto, a necropsia indicou mais de 20 lesões por ação violenta.
Após investigação da Polícia Civil, foi identificado que a criança era vítima de torturas praticadas pelo padrasto. Os episódios eram recorrentes e aconteciam com conhecimento da mãe.
Monique e Jairinho foram presos em abril de 2021. O padrasto responde por homicídio qualificado, enquanto a mãe é ré por homicídio e omissão de socorro.
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