Justiça
PF faz nova operação para investigar vazamento de dados de ministros do STF
Foi cumprido um mandado de prisão preventiva e seis de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira 1, uma nova fase da Operação Exfil para apurar um esquema de obtenção ilícita de dados fiscais de ministros do Supremo Tribunal Federal e seus familiares.
Foi cumprido um mandado de prisão preventiva e seis de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo, expedidos pelo STF. A investigação foi aberta no âmbito do Inquérito das Fake News, em janeiro, por determinação do ministro Alexandre de Moraes.
A primeira fase foi deflagrada em fevereiro, com o objetivo de apurar o repasse de informações fiscais sigilosas, obtidos de forma criminosa, para obter vantagem ilícita. A operação também buscava apurar a participação de quatro servidores nos vazamentos: Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes.
Na ocasião, o ministro determinou medidas cautelares como o monitoramento por tornozeleira eletrônica, a proibição de saída do País, o cancelamento de passaportes e o afastamento do exercício de função pública.
A Receita Federal informou ter identificado um “desvio” no acesso a dados protegidos por sigilo de ministros do Supremo Tribunal Federal e seus familiares após uma auditoria em seus sistemas. Na última sexta-feira 27, Moraes limitou o acesso a dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf.
Segundo o ministro, novos relatos dão conta de que agentes da Receita Federal utilizariam os Relatórios de Inteligência Financeira para instaurar apurações informais e clandestinas e praticar constrangimento e extorsão a determinados alvos.
A investigação foi aberta após vazarem dados e informações de um contrato entre o escritório da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, com o Banco Master, no valor de 129 milhões de reais. O acordo foi encerrado em novembro do ano passado, após a instituição ser liquidada pelo Banco Central.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



