Justiça

PF faz nova operação para investigar vazamento de dados de ministros do STF

Foi cumprido um mandado de prisão preventiva e seis de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo

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Foto: Antonio Augusto/STF
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A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira 1, uma nova fase da Operação Exfil para apurar um esquema de obtenção ilícita de dados fiscais de ministros do Supremo Tribunal Federal e seus familiares.

Foi cumprido um mandado de prisão preventiva e seis de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo, expedidos pelo STF. A investigação foi aberta no âmbito do Inquérito das Fake News, em janeiro, por determinação do ministro Alexandre de Moraes.

A primeira fase foi deflagrada em fevereiro, com o objetivo de apurar o repasse de informações fiscais sigilosas, obtidos de forma criminosa, para obter vantagem ilícita. A operação também buscava apurar a participação de quatro servidores nos vazamentos: Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes.

Na ocasião, o ministro determinou medidas cautelares como o monitoramento por tornozeleira eletrônica, a proibição de saída do País, o cancelamento de passaportes e o afastamento do exercício de função pública.

A Receita Federal informou ter identificado um “desvio” no acesso a dados protegidos por sigilo de ministros do Supremo Tribunal Federal e seus familiares após uma auditoria em seus sistemas. Na última sexta-feira 27, Moraes limitou o acesso a dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf.

Segundo o ministro, novos relatos dão conta de que agentes da Receita Federal utilizariam os Relatórios de Inteligência Financeira para instaurar apurações informais e clandestinas e praticar constrangimento e extorsão a determinados alvos.

A investigação foi aberta após vazarem dados e informações de um contrato entre o escritório da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, com o Banco Master, no valor de 129 milhões de reais. O acordo foi encerrado em novembro do ano passado, após a instituição ser liquidada pelo Banco Central.

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