Justiça

STF tem 3 votos por prazo de 24h para desincompatibilização em eleição indireta no RJ

Os ministros André Mendonça e Nunes Marques seguiram a divergência parcial aberta por Cármen Lúcia

STF tem 3 votos por prazo de 24h para desincompatibilização em eleição indireta no RJ
STF tem 3 votos por prazo de 24h para desincompatibilização em eleição indireta no RJ
Os ministros do STF André Mendonça, Cármen Lúcia e Kassio Nunes Marques. Fotos: Gustavo Moreno/STF, Evaristo Sá/AFP e Carlos Moura/SCO/STF
Apoie Siga-nos no

Os ministros Cármen Lúcia, André Mendonça e Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, divergiram parcialmente nesta quinta-feira 26 do ministro Luiz Fux no julgamento sobre a limitar que suspendeu trechos da lei que regulamenta a eleição indireta para governador e vice-governador nos dois últimos anos de mandato no Rio de Janeiro.

Mendonça e Nunes Marques seguiram a divergência parcial aberta por Cármen Lúcia. No seu voto, a ministra concordou com os trechos em que o relator suspendeu a exigência de voto aberto. A divergência se deu na proibição da desincompatibilização de candidatos à eleição indireta 24 horas antes da votação.

Na visão da ministra, se o prazo de 180 para desincompatibilização for mantido, legítimos interessados a concorrer aos cargos vagos estariam excluídos.

“Se viesse a prevalecer para a hipótese agora analisada os prazos de desincompatibilização previstos na Lei Complementar 64/1990, número indeterminado de legítimos interessados a concorrer aos cargos vagos estariam excluídos da participação no pleito eleitoral, sem sequer terem ciência da data de sua ocorrência”, justificou a ministra.

O julgamento tem o potencial de alterar o cenário para uma eleição indireta no Rio. Isso porque os principais cotados para disputar a eleição indireta (Douglas Rios, atual secretário estadual das Cidades, e André Ceciliano, que ocupa um espaço no governo federal) possuem cargos públicos e já deveriam estar afastados dos postos.

O julgamento ocorre em uma sessão virtual da Corte e deve terminar na próxima segunda-feira 30. Outros seis ministros ainda precisam votar.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo