Justiça

OAB-SP sugere ao STF um código de ética digital para ministros

A seccional já havia submetido à Corte a recomendação de um código de conduta voltado aos magistrados

OAB-SP sugere ao STF um código de ética digital para ministros
OAB-SP sugere ao STF um código de ética digital para ministros
Foto: OAB/SP
Apoie Siga-nos no

A seccional de São Paulo da Ordem do Advogados do Brasil enviou ao Supremo Tribunal Federal uma proposta de código de ética digital para os ministros da Corte.

No documento, encaminhado nesta segunda-feira 16, o presidente da OAB-SP, Leonardo Sica, lista diretrizes para a presença digital dos ministros, o tipo de comunicação com as partes dos processos, cibersegurança e governança de sistemas.

Entre as regras, a seccional defende proibir os ministros de comentar processos pendentes de julgamento, divulgar informações internas ou sigilosas e manter interações digitais que comprometam sua imparcialidade.

A OAB-SP defende vedar comunicações sobre processos com as partes fora dos sistemas oficiais da Corte, o que proibiria o uso de e-mails e outras formas pessoais de contato.

Há também a recomendação de que os dispositivos que acessem os sistemas do STF cumpram requisitos mínimos de segurança e estejam sob controle institucional.

Por fim, propõe que a distribuição de processos no sistema eletrônico do Supremo siga critérios objetivos e previamente estabelecidos, com logs auditáveis.

Em 26 de janeiro, a OAB-SP submeteu ao STF uma proposta de código de ética para ministros. O texto sugere, entre outros pontos, a proibição da participação de magistrados em julgamentos nos quais mantenham relação de parentesco ou “amizade íntima” com as partes.

No Supremo, a ministra Cármen Lúcia é relatora de uma proposta sobre o tema e deve apresentá-la aos colegas ainda neste mês.

ENTENDA MAIS SOBRE: , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo