Justiça
PF faz operação contra esquema de venda ilegal de dados de ministros do STF
A Operação Dataleaks investiga um grupo suspeito de obter, alterar e comercializar informações pessoais extraídas de bases governamentais
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira 5 a Operação Dataleaks para investigar um suposto esquema de obtenção e comercialização ilegal de dados pessoais e sensíveis, incluindo informações de ministros do Supremo Tribunal Federal. A ação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de acessar indevidamente sistemas e bases de dados para coletar e manipular essas informações.
Segundo a PF, a investigação começou após a identificação de uma base de dados clandestina que reunia informações pessoais de integrantes do STF. De acordo com os investigadores, esse banco de dados era alimentado por acessos não autorizados a sistemas e bases governamentais, além de outras fontes privadas.
Por determinação do Supremo, a corporação cinco mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Tocantins e Alagoas. O relator do caso é o ministro Alexandre de Moraes.
As apurações indicam que o grupo atuava na obtenção ilegal de dados sensíveis, na alteração de registros e na comercialização dessas informações em ambientes de venda de dados. Moraes também aparece entre os possíveis alvos do esquema, e há indícios de que informações relacionadas ao ministro tenham sido alteradas e inseridas em plataformas desse tipo.
Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, invasão de dispositivo informático, furto qualificado mediante fraude, corrupção de dados e lavagem de dinheiro.
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