Justiça
Por que o TSE arquivou inquérito contra Bolsonaro por ataques às urnas
A decisão partiu da ministra Isabel Gallotti, corregedora-geral da Justiça Eleitoral
A ministra do Tribunal Superior Eleitoral Isabel Gallotti, corregedora-geral da Justiça Eleitoral, determinou o arquivamento de um inquérito administrativo aberto em 2021 contra o então presidente Jair Bolsonaro (PL) por suas acusações sem provas contra as urnas eletrônicas.
Ao assinar a decisão, na última terça-feira 21, Gallotti mencionou o fim do prazo para a apresentação de novas ações contra um candidato não eleito. Com isso, segundo ela, seria “inútil” o prosseguimento do inquérito.
Em agosto de 2021, o TSE aprovou por unanimidade a instauração do procedimento, solicitada pelo então corregedor-geral eleitoral, Luís Felipe Salomão.
O pedido de Salomão mencionava “relatos e declarações sem comprovação de fraudes no sistema eletrônico de votação com potenciais ataques à democracia”.
No arquivamento, Isabel Gallotti explicou também que TSE já avaliou os fatos sob apuração no inquérito administrativo em ações ajuizadas na Corte — inclusive aquelas que levaram à condenação de Bolsonaro.
Em junho de 2023, o TSE sentenciou Bolsonaro a oito anos longe das urnas por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação devido a uma agenda de julho de 2022 em que reuniu embaixadores estrangeiros para disseminar mentiras sobre o sistema eleitoral brasileiro.
Quatro meses depois, a Corte condenou o ex-capitão por abuso de poder político e econômico nas cerimônias do 7 de Setembro de 2022.
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