Política

Alesp aprova ex-ministro de Bolsonaro para vaga no Tribunal de Contas de São Paulo

O cargo é vitalício, com aposentadoria compulsória aos 75 anos e possui salário mensal de mais de 44 mil reais

Alesp aprova ex-ministro de Bolsonaro para vaga no Tribunal de Contas de São Paulo
Alesp aprova ex-ministro de Bolsonaro para vaga no Tribunal de Contas de São Paulo
Jair Bolsonaro e Wagner Rosário. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
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Deputados estaduais de São Paulo deram aval, nesta terça-feira 23, à indicação de Wagner Rosário, ex-ministro da Controladoria-Geral da União sob Jair Bolsonaro (PL) para uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado. Dos 94 parlamentares que compõem a Alesp, 59 votaram a favor de Rosário e 16 foram contrários. Eram necessários ao menos 48 apoios para a aprovação.

O cargo é vitalício, com aposentadoria compulsória aos 75 anos e possui salário mensal de mais de 44 mil reais.

A vaga de Rosário era de Antonio Roque Citadini, que se aposentou em agosto. No cargo, Rosário – que até então estava à frente da Controladoria-Geral do Estado de SP no governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) – irá fiscalizar e julgar a gestão dos recursos públicos estaduais e municipais, incluindo a prestação de contas de gestores públicos e de entidades.

O nome do ex-CGU chegou ao plenário na primeira semana de setembro, mesma época em que Bolsonaro começou a ser julgado no Supremo Tribunal Federal pela trama golpista.

Parlamentares da oposição conseguiram adiar a votação por duas semanas, contando com o tempo de discussão de vários requerimentos apresentados e aproveitando a falta de quórum, com deputados da base privilegiando agendas em bases eleitorais e no exterior. O principal argumento utilizado para defender a rejeição da indicação foi a participação de Rosário em uma reunião ministerial investigada pela Polícia Federal no bojo da ação levou à condenação do ex-presidente a 27 anos de prisão.

Na ocasião, o então ministro defendeu a formação de uma força-tarefa para auditar as urnas e criticou relatório de fiscalização feito pelos técnicos do órgão que ele chefiava. Ele também foi criticado pelas suspeitas de irregularidades na compra de vacinas durante a pandemia, que entraram na mira da CPI da Covid, e por não identificar e investigar o esquema bilionário de manipulação de créditos de ICMS em São Paulo enquanto era controlador-geral do estado.

O novo conselheiro do TCE-SP é natural de Minas Gerais, formado em Ciências Militares pela Academia das Agulhas Negras e possui mestrado em Combate à Corrupção e Estado de Direito pela Universidade de Salamanca, na Espanha. Ele ficou à frente da CGU entre junho de 2017, ainda na gestão Michel Temer (MDB), e dezembro de 2022.

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