Justiça

STF vê avanços nas leis de Pequim, muda decisão e autoriza a extradição de chinês

A Segunda Turma havia rejeitado a extradição sob o argumento de que havia a possibilidade de o homem receber pena de morte ou de prisão perpétua

STF vê avanços nas leis de Pequim, muda decisão e autoriza a extradição de chinês
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Ministro Edson Fachin durante a sessão Plenária no STF realizada no dia 13 de junho de 2024. Foto: Andressa Anholete/SCO/STF
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A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal aceitou um recurso e autorizou a extradição do chinês Zhifeng Tan, procurado por Pequim para responder a um processo por suposta falsificação de informações tributárias.

Em agosto de 2024, o colegiado havia rejeitado a extradição sob o argumento de que havia a possibilidade de Zhifeng receber pena de morte ou de prisão perpétua, vedadas no Brasil, e de que ele poderia sofrer violações de direitos e garantias fundamentais.

O relator do processo, ministro Edson Fachin, apontou, porém, avanços na legislação chinesa. Ele ressaltou que o Código de Processo Penal da República Popular da China, promulgado em 2018, define regras humanitárias de liberdade provisória e prisão domiciliar.

O código ainda prevê a revisão de qualquer julgamento com pena de morte pelo Supremo Tribunal Popular, além da invalidação de provas obtidas por meios ilícitos, como tortura.

A China também aboliu a pena de morte para 13 crimes econômicos e, com essa alteração, o STF entende que a pena aplicável a Zhifeng seria de três a dez anos de prisão.

Acompanharam Fachin na revisão da decisão os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, André Mendonça e Kassio Nunes Marques.

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