Mundo
Trump sanciona África do Sul por lei para ‘confiscar’ terras de agricultores brancos
O governo sul-africano descreve a acusação como desinformação
O presidente Donald Trump congelou, nesta sexta-feira 7, a ajuda dos Estados Unidos à África do Sul, devido a uma lei que, segundo ele, permite o confisco de terras de agricultores brancos no país africano, o que Joanesburgo nega.
A legislação faculta “ao governo da África do Sul confiscar propriedades agrícolas da minoria étnica africâner sem indenização”, afirma Trump em uma ordem executiva.
O presidente americano citou como argumentos a acusação de genocídio da África do Sul contra Israel devido ao conflito na Faixa de Gaza e o fortalecimento das relações entre Pretória e o Irã.
A posse da terra é um tema polêmico na África do Sul, já que a maioria dos campos agrícolas segue nas mãos de pessoas brancas, três décadas após o fim do apartheid. O governo do país também sofre pressão para implementar reformas.
Trump disse que os Estados Unidos vão “promover o reassentamento de refugiados africâneres que fogem da discriminação racial promovida pelo governo”.
O presidente americano denunciou recentemente que a África do Sul confiscava terras por meio da lei de expropriação assinada no mês passado, uma acusação que o governo sul-africano descreveu como desinformação.
O magnata Elon Musk, que nasceu na África do Sul e é um assessor próximo do presidente americano, acusou seu país natal de ter “leis sobre a propriedade abertamente racistas”.
O chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, anunciou que não participará da reunião deste mês de chanceleres do G20 em Joanesburgo, pois acusou a África do Sul de ter uma agenda “antiamericana”.
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