Justiça
STJ mantém prisão de biomédica após morte de paciente em procedimento estético
A mulher sofreu uma parada cardíaca e não resistiu. O TJ de Goiás ainda analisará o mérito do recurso da defesa
O presidente do Superior Tribunal de Justiça, Herman Benjamin, negou um habeas corpus e manteve a prisão da biomédica Quesia Rodrigues Lima, presa em flagrante após a morte de uma paciência em uma clínica estética em Goiânia (GO).
A prisão decorre de supostas práticas de exercício ilegal da medicina e utilização de produtos em condições impróprias para o consumo. A paciente sofreu uma parada cardíaca durante um procedimento estético e não resistiu.
Após a morte, a Vigilância Sanitária interditou a clínica e a biomédica foi presa em flagrante. O Tribunal de Justiça de Goiás confirmou a prisão em decisão liminar, sob o argumento de que a medida é necessária para evitar que Rodrigues continue a realizar procedimentos irregulares.
No HC apresentado ao STJ, a defesa da biomédica alegou que a prisão se baseou apenas na declaração de policiais, sem realização de perícia nos produtos supostamente inadequados.
Herman Benjamin, porém, afirmou em decisão assinada na última sexta-feira 27 que o TJ-GO ainda julgará o mérito do habeas corpus, razão pela qual o STJ não pode analisar o caso.
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