Justiça

TRE do Rio declara Marcelo Crivella inelegível pelo ‘QG da Propina’

O ex-prefeito é acusado de chefiar uma organização criminosa que negociava com empresários os contratos públicos da prefeitura

TRE do Rio declara Marcelo Crivella inelegível pelo ‘QG da Propina’
TRE do Rio declara Marcelo Crivella inelegível pelo ‘QG da Propina’
(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
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A Justiça Eleitoral no Rio de Janeiro condenou Marcelo Crivella, ex-prefeito da capital fluminense e deputado federal pelo Republicanos, à perda dos direitos políticos até 2028 no âmbito da investigação sobre um “QG da Propina” supostamente montado na sede do governo municipal.

Na ação, o bispo licenciado da Igreja Universal é acusado de chefiar uma organização criminosa que negociava com empresários os contratos públicos da prefeitura. O operador das transações, de acordo com o Ministério Público fluminense, seria Rafael Alves, homem de confiança do então prefeito.

A defesa do deputado ainda não comentou o resultado do julgamento no Tribunal Regional Eleitoral.

No ano passado, os integrantes da Corte já haviam cassado os direitos políticos do ex-prefeito em um julgamento sobre o escândalo conhecido como “Guardiões do Crivella”. Neste processo, o político é acusado de utilizar dinheiro público para contratar pessoas que trabalhariam em unidades de saúde para impedir críticas à gestão municipal.

O TRE também recomendou a perda de mandato, mas Crivella recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral para reverter a decisão.

As investigações do MP apontaram que o “QG da Propina” foi instalado na prefeitura com o objetivo de aliciar empresários para os mais variados esquemas de corrupção, com o foco na arrecadação de propina, mediante promessas de receberem uma espécie de “tratamento preferencial” em contratos com o Poder Público.

Os promotores chegaram ao suposto esquema após a delação do doleiro Sergio Mizhray, um dos presos na Operação Câmbio Desligo, desdobramento da Lava Jato no Rio.

Crivella chegou a ser preso nove dias antes de encerrar seu mandato no Rio, passou apenas uma noite no presídio de Benfica e logo depois recebeu uma liminar do Superior Tribunal de Justiça para cumprir prisão domiciliar. Dias depois, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes revogou a sanção.

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