Justiça

Criminalização do aborto ‘não serve para absolutamente nada’, diz Barroso

Barroso acrescentou que é possível ser contra o aborto, mas que isso não significa que se deva prender as mulheres

Criminalização do aborto ‘não serve para absolutamente nada’, diz Barroso
Criminalização do aborto ‘não serve para absolutamente nada’, diz Barroso
Foto: Carlos Moura/SCO/STF
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O presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, voltou a se posicionar nesta terça-feira 5 contra a criminalização do aborto. Segundo o ministro, a pena de prisão para as mulheres que abortaram é uma má política pública.

“Colocar na cadeia a mulher que passou por esse infortúnio não serve para absolutamente nada. É uma má política pública a criminalização”, disse Barroso na Sessão Ordinária desta terça do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Barroso acrescentou que é possível ser contra o aborto, mas que isso não significa que se deva prender as mulheres. “O abordo é uma coisa indesejável e deve ser evitado. O papel do Estado é impedir que ele aconteça na medida do possível, dando educação sexual, dando contraceptivos, amparando a mulher que deseje ter filhos”, afirmou o ministro.

Não é a primeira vez que o ministro se diz contra a criminalização. Em janeiro, ele afirmou que a criminalização “impede a discussão à luz do dia”.

Em setembro do ano passado, a então presidente do Supremo, ministra Rosa Weber, pautou a ação sobre o assunto e votou, poucos dias antes de se aposentar, a favor de descriminalização de gestações de até 12 semanas.

Em dezembro, Barroso afirmou que não deve voltar a pautar o tema no Supremo. Segundo o ministro, o debate sobre a questão ainda não está amadurecido no país para poder ser retomado pela Corte.

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