Economia

Equipe econômica ainda não discutiu mudança na meta fiscal, diz Tebet

Inicialmente, o presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), prorrogou até esta sexta o prazo para sugerir emendas ao PLDO

Equipe econômica ainda não discutiu mudança na meta fiscal, diz Tebet
Equipe econômica ainda não discutiu mudança na meta fiscal, diz Tebet
Os ministros Fernando Haddad, da Fazenda, e Simone Tebet, do Planejamento. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Apoie Siga-nos no

A ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), afirmou nesta terça-feira 14 que a equipe econômica do governo Lula (PT) ainda não discutiu uma mudança na meta de zerar o déficit nas contas públicas em 2024.

Questionada sobre o fato de o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) ter apresentado uma emenda ao projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias em defesa de um déficit de até 1% do PIB, a emedebista declarou que os parlamentares têm o direito de propor mudanças.

“Veja, não posso falar em nome da equipe econômica, até porque a gente não discutiu ainda essa possibilidade de mudança de meta ou não”, disse a ministra, após uma reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT). “Nós temos esse prazo até sexta-feira, talvez até segunda.”

Inicialmente, o presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), prorrogou até esta sexta o prazo para sugerir emendas ao PLDO.

Por enquanto, o compromisso de acabar com o rombo nas contas públicas, oficializado pelo arcabouço fiscal, segue no projeto. O déficit ocorre quando a arrecadação fica abaixo dos gastos, sem considerar o pagamento de juros da dívida pública.

Há três semanas, em um café da manhã no Palácio do Planalto em que CartaCapital esteve presente, o presidente Lula disse considerar pouco provável que o Brasil zere o rombo no ano que vem. Desde então, o tema ganhou tração e dominou o noticiário econômico.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo