CartaExpressa
Bolsonaro ironiza condenação pelo 7 de Setembro e diz que Moraes quer alijá-lo da política
“No momento, ele [Moraes] está tendo vitória, mas tudo nessa vida é dinâmico”, disse o ex-capitão no litoral paulista nesta sexta-feira 3
Depois de sofrer mais um revés no Tribunal Superior Eleitoral na última semana, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que o ministro do STF Alexandre de Moraes tem a intenção de alijá-lo da política e que, por enquanto, o magistrado está sendo vitorioso. As declarações foram dadas nesta sexta-feira 3, durante conversa com jornalistas em Santos (SP).
O ex-capitão fez a fala enquanto se referia à segunda condenação sofrida na Justiça Eleitoral por abuso político nas eleições de 2022. Desta vez, Bolsonaro e o general Walter Braga Netto (então candidato a vice-presidente) foram punidos por utilizar a cerimônia do Bicentenário da Independência, em 7 de Setembro do ano passado, para se beneficiar politicamente.
“A gente está vendo qual a estratégia nossa [para recorrer ao TSE], se bem que não tem estratégia. Estratégia é o que o Alexandre de Moraes quer. E a gente sabe o que ele quer. É me alijar da política”, declarou. “No momento, ele [Moraes] está tendo vitória, mas tudo nessa vida é dinâmico“.
Moraes, além de ministro do Supremo, é também presidente da Corte Eleitoral. Também conduz inquéritos que miram diretamente Bolsonaro e seus aliados mais próximos em apurações que vão desde um suposto desvio de presentes oficiais, à utilização da Presidência para estimular atos antidemocráticos.
Questionado sobre a decisão mais recente do TSE, Bolsonaro ironizou a condenação. “Realmente, o Alexandre de Moraes ficou apavorado com milhares de pessoas do Brasil todo nas ruas [no 7 de Setembro]”, afirmou o ex-presidente, que ainda continuou a criticar o magistrado. “Ele, inclusive, debocha. Um juiz não pode agir dessa maneira”.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
PF investiga uso da Abin para produção de dossiês sobre adversários de Bolsonaro, diz site
Por Wendal Carmo
‘Dinheiro bom é dinheiro transformado em obras’, defende Lula em reunião com ministros
Por Wendal Carmo
Privatizada por Bolsonaro, Refinaria da Amazônia vende gás de cozinha 72% mais caro que Petrobras
Por CartaCapital
A posição de Haddad após reunião com o relator da Reforma Tributária
Por CartaCapital



