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‘Como presidente, não os decepcionarei’, diz Massa; Milei já ‘pisca’ para eleitores de Bullrich

O peronista e o ultradireitista disputarão o segundo turno na Argentina, em 19 de novembro

‘Como presidente, não os decepcionarei’, diz Massa; Milei já ‘pisca’ para eleitores de Bullrich
‘Como presidente, não os decepcionarei’, diz Massa; Milei já ‘pisca’ para eleitores de Bullrich
Sergio Massa e Javier Milei disputarão o segundo turno na Argentina. Foto: JUAN MABROMATA e Tomas CUESTA/AFP
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A eleição para a Presidência da Argentina terá um segundo turno, a ser disputado em 19 de novembro pelo ministro da Economia e candidato do peronismo, Sergio Massa, e o ultradireista Javier Milei.

Após a confirmação do resultado, na noite deste domingo 22, Massa discursou em Buenos Aires e afirmou que a democracia argentina “está mais forte e robusta”.

“Sei que muitos dos que votaram em nós são os que mais sofrem, e não vou decepcioná-los. Saibam que, como presidente, a partir de 10 de dezembro, não vou decepcioná-los”, reforçou o peronista.

Ele fez uma clara sinalização aos eleitores de outros candidatos, na tentativa de construir uma frente ampla para o segundo turno.

“Quero falar também aos argentinos que votaram em branco, ficaram em casa, ou escolheram Myriam Bregman ou Juan Schiaretti”, prosseguiu. “Falar também com aqueles que escolheram outra opção, com a necessidade de uma Argentina em paz, com ordem, aqueles que querem um país sem incertezas.Meu compromisso é construir mais Argentina.”

“É importante estabelecer os pilares da política de Estado: vamos convocar um governo de unidade nacional para construir uma indústria argentina forte, para aqueles que querem mais educação pública, a construção de um regime trabalhista moderno sem abrir mão dos direitos conquistados.”

Milei, por sua vez, já sinalizou para a direitista Patricia Bullrich (Juntos por el Cambio), terceira colocada. “Todos os que queremos mudanças temos de trabalhar juntos”, afirmou o ultradireitista direto de seu “bunker“, em Buenos Aires.

Ele disse que “o kirchnerismo foi a pior coisa que já aconteceu à Argentina.”

“De não ter um partido a estar na disputa com o kirchnerismo é uma conquista histórica”, prosseguiu. Milei classificou como “impressionante” o fato do seu campo político ter se construído em dois anos. “Estamos diante das eleições mais importantes dos últimos 100 anos.”

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