Justiça
Moraes autoriza a permanência de Roberto Jefferson em hospital no Rio
A Secretaria de Administração Penitenciária do Rio disse ao STF não dispor dos meios necessários para garantir o tratamento do bolsonarista
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou o ex-deputado federal Roberto Jefferson a permanecer internado em um hospital particular no Rio de Janeiro para tratar as “enfermidades que o acometem”.
Nesta semana, a Secretaria de Administração Penitenciária do Rio enviou uma manifestação à corte na qual argumentou não dispor dos meios necessários para garantir o tratamento do bolsonarista.
O hospital no qual o ex-deputado está internado, por outro lado, afirma que ele já tem condições de receber alta.
Jefferson está preso desde outubro do ano passado, quando atirou e lançou granadas contra policiais que cumpriam um mandado de prisão. No início de junho, Moraes autorizou sua transferência para a unidade de saúde, após um documento apontar possível traumatismo craniano.
A defesa do petebista pediu que a prisão seja convertida em domiciliar. Para isso, sustentam que o quadro “extremamente frágil” de Jefferson poderia colocá-lo em risco no presídio.
Na decisão desta quarta-feira, Moraes também autorizou duas visitas a Jefferson: a da filha, Fabiana, e a da mãe, Neusa, desde que elas comuniquem previamente o STF sobre os dias e os horários.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Lula volta a defender criação de moeda única para os Brics
Por André Lucena
Bolsonaro pode ter levado militares ao erro ou ao cometimento de crimes, diz Flávio Dino
Por Wendal Carmo


