Justiça

Após 3 meses de afastamento, Appio busca diálogo com o STF para tentar voltar à Lava Jato

O juiz foi suspenso em 22 de maio. A decisão original do TRF-4 atendeu a uma representação do desembargador federal Marcelo Malucelli

Após 3 meses de afastamento, Appio busca diálogo com o STF para tentar voltar à Lava Jato
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O juiz Eduardo Appio. Foto: Reprodução/Justiça Federal
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O juiz Eduardo Appio, afastado da 13ª Vara Federal de Curitiba, tenta agendar uma reunião com ministros do Supremo Tribunal Federal e busca pontes com o Conselho Nacional de Justiça. A articulação é uma nova etapa da tentativa de vencer processos administrativos em curso e reassumir os casos decorrentes da Lava Jato.

No fim de julho, a Corte Especial Administrativa do Tribunal Regional Federal da 4ª Região abriu um procedimento disciplinar contra o magistrado. A decisão também manteve o afastamento de Appio até a conclusão do inquérito.

Appio foi suspenso do posto há três meses, em 22 de maio. A decisão original do TRF-4 atendeu a uma representação do desembargador federal Marcelo Malucelli, que afirmou que seu filho, João Eduardo Barreto Malucelli, recebeu uma ligação telefônica com “ameaças”. O tribunal teria indícios de que Appio seria o responsável pelo telefonema. A defesa do juiz nega a acusação.

Enquanto isso, o CNJ onduz uma correição extraordinária na 13ª Vara e no TRF-4, os tribunais responsáveis pela Lava Jato na primeira e na segunda instâncias, respectivamente. Em julho, o corregedor nacional de Justiça, Luís Felipe Salomão, negou um pedido da defesa e manteve o afastamento de Appio. Ele mencionou “a gravidade das condutas praticadas, na medida em que a conduta do magistrado investigado aparenta configurar possível ameaça a desembargador daquela corte”.

Agora, Appio tenta viabilizar para os próximos dias uma reunião com ministros do STF, a fim de discutir seu afastamento e buscar uma nova fonte de diálogo com o Judiciário. Ele também articula um encontro com integrantes do CNJ, incluindo Salomão.

Na atual composição do STF, o ministro mais crítico ao modus operandi da Lava Jato é o decano Gilmar Mendes. No início de agosto, o tribunal ganhou o reforço de Cristiano Zanin, que se projetou como advogado do presidente Lula nos processos da operação. Partiu dele, por exemplo, o habeas corpus impetrado em 2021 que resultou na anulação das condenações do petista, com o reconhecimento da incompetência e da suspeição do então juiz Sergio Moro.

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