Economia
Lira tenta vencer divergências e convoca governadores para reunião sobre a Reforma Tributária
Uma das principais discussões entre os governadores está relacionada à criação do Fundo de Desenvolvimento Regional
O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), tem atuado para vencer resistências e garantir a aprovação da Reforma Tributária sem maiores sobressaltos. O texto final da proposta deve ser apresentado aos líderes partidários ainda nesta semana.
Na esteira da articulação, Lira convocou governadores para uma reunião sobre o tema na residência oficial da presidência da Câmara, apurou CartaCapital com aliados do parlamentar. O encontro acontecerá nesta quinta-feira 22.
De acordo com interlocutores, a ideia é buscar um consenso sobre pontos da proposta. Uma das principais divergências entre os governadores está relacionada à criação do Fundo de Desenvolvimento Regional. O mecanismo funcionaria como uma reserva financeira para a compensação de perdas de arrecadação de estados e municípios durante a transição entre os sistemas tributários.
Na prática, caso um ente federativo tenha perdas na receita nos primeiros anos, a União arcará com os prejuízos.
Mais cedo, Lira manifestou interesse de pautar a votação da reforma no plenário já na primeira semana de julho. Até o momento, o relator da proposta, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), divulgou apenas um documento com as diretrizes preliminares da matéria.
O relatório trata, entre outros pontos, da criação do Imposto Sobre Valor Agregado dual, a centralizar os tributos sobre o consumo hoje em vigor. A criação deste tributo, contudo, é vista com ressalvas por entidades municipalistas.
A principal preocupação da Frente Nacional dos Prefeitos, presidida pelo prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PDT), é que o IVA diminua a arrecadação e deixe as prefeituras em situação “insustentável”. O risco é negado pelo governo e por parlamentares.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Lula inclui na agenda encontro com a primeira-ministra italiana, de extrema-direita
Por CartaCapital
Reforma tributária: uma janela de oportunidade
Por Jandira Feghali



