Política

Twitter decide rotular postagens que violam regras contra discurso de ódio

Para evitar a exclusão direta de tweets, a empresa aposta na moderação de conteúdo

Twitter decide rotular postagens que violam regras contra discurso de ódio
Twitter decide rotular postagens que violam regras contra discurso de ódio
Foto: Olivier Douliery/AFP
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O Twitter anunciou nesta segunda-feira 17 que reduzirá o alcance de publicações com discurso violento e adicionará um alerta sobre as infrações de regras da plataforma.

“Restringir o alcance dos tweets é uma medida que nos permite ir além da abordagem binária entre ‘deixar vs. remover’ para a moderação de conteúdo”, divulgou a empresa. “No entanto, como outras redes sociais, historicamente não fomos transparentes quando tomamos essa ação.”

O suposto “dilema” do Twitter envolvia manter a “liberdade de expressão” dos usuários sem impulsionar movimentos radicais. O dono da rede social, o bilionário Elon Musk, é contrário à moderação de conteúdo.

A solução encontrada foi rotular postagens, a fim de diminuir a circulação de mensagens de ódio e alertar para a violação de regras:

“Embora inicialmente esses rótulos se apliquem apenas a um conjunto de tweets que potencialmente violam nossa política de conduta odiosa, planejamos expandir sua aplicação para outras áreas de política aplicáveis nos próximos meses.”

A medida é semelhante à conduta das plataformas sobre postagens falsas – muitas vezes o conteúdo não é excluído, apenas rotulado como fake news. 

Na semana passada, o Twitter gerou embates com o Ministério da Justiça sobre as medidas propostas pela pasta para coibir posts com incentivo a ataques contra escolas. 

A rede social chegou a defender a manutenção de perfis com imagens de autores de atentados por ‘não violarem os termos de uso’, alegação rebatida pelo ministro Flávio Dino. 

Posteriormente, representantes do Twitter demonstraram abertura a dialogar sobre as propostas do governo. O resultado das discussões foi a portaria 351 do Ministério da Justiça, a obrigar as plataformas digitais a deletarem conteúdos que incentivem violência nas escolas.

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