Justiça
MPF se manifesta pela saída de Anderson Torres da prisão
O órgão defende que a prisão do ex-secretário seja convertida em medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica
O Ministério Público Federal se manifestou, nesta segunda-feira 17, pela revogação da prisão do ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal Anderson Torres.
O subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos, coordenador do Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos, defendeu a substituição da prisão pelo cumprimento de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de se ausentar do Distrito Federal e de manter contato com os demais investigados. Também continuaria em vigor o afastamento de Torres do cargo de delegado de Polícia Federal.
O ex-ministro da Justiça está preso desde janeiro, suspeito de omissão durante os atos golpistas que levaram à depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília, em 8 de Janeiro.
Investigações apontaram que o ex-secretário tinha conhecimento das convocações antidemocráticas e da chegada de mais de 130 ônibus a Brasília.
O STF negou o primeiro pedido de liberdade apresentado por Torres. No entanto, para o MPF, o momento é favorável para a revogação da prisão.
“Considerando o cenário atual das investigações, existem medidas cautelares diversas da prisão que cumprem de forma mais adequada as finalidades em tela, providência que deve ser realizada nos termos do art. 282, § 6º, do Código de Processo Penal”, salientou o procurador.
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