Economia
Márcio França insiste em passagens aéreas a R$ 200 e quer ‘formatar’ o programa até julho
O ministro também avaliou que os aeroportos podem contribuir com as passagens mais baratas
O ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, reforçou nesta quinta-feira 16 a defesa de um programa para oferecer passagens aéreas a 200 reais. Ele espera concluir até julho a formatação do Voa Brasil.
França disse que a Agência Nacional de Aviação Civil criará um grupo de trabalho com as empresas e as entidades do setor a fim de estabelecer as regras do programa.
“Acho que daqui até julho a gente vai ter isso formatado. É claro que isso só passa a ser um programa na hora em que ele estiver montado”, declarou o ministro no Rio de Janeiro, onde participou de um seminário realizado pela Editora Globo. As afirmações foram registradas pelo jornal O Globo.
Ele também avaliou que os aeroportos podem contribuir com as passagens mais baratas.
“A gente quer que eles ajudem. Então, vamos também conversar com eles para que eles possam eventualmente nos ajudar, reduzindo o valor da taxa, eventualmente dando um pedaço da taxa do embarque para que as pessoas consumam em refeição no aeroporto”, prosseguiu. “Esse público não está viajando faz cinco anos. Se eu vou tentar atraí-lo para essa viagem, o concessionário também vai ganhar.”
Se executado, o programa deve beneficiar servidores públicos, aposentados, pensionistas e estudantes vinculados ao Fies.
Na última terça-feira 14, o presidente Lula (PT) disse que nenhuma medida deve ser anunciada por seus ministros sem consulta prévia à Casa Civil, chefiada por Rui Costa. Alguns integrantes do governo avaliaram ter sido um recado a França.
“A gente também não pode correr risco de anunciar coisa que não vai acontecer”, ponderou Lula em reunião ministerial. “Então, a minha sugestão, para que as coisas fiquem bastante corretas, coesas e harmônicas, é que ninguém anuncie nada, absolutamente nada que seja novo sem passar pela Casa Civil.”
Nesta quinta, Márcio França disse ter apresentado o programa à pasta de Rui Costa.
“Dentro da Casa Civil tem um setor que coordena a PPI (Programa de Parcerias de Investimentos). Eu apresentei a concepção e disse que fui procurado pelas empresas para isso.”
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