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Bolsonaro ainda não é investigado no caso das joias, diz PF ao negar acesso ao inquérito
A justificativa para negar o acesso destaca que condição pode mudar
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não é investigado pela tentativa de trazer ilegalmente as joias sauditas para o Brasil. A informação foi feita pela Polícia Federal, segundo o portal G1, ao negar o acesso do ex-capitão ao inquérito.
“Trata-se de investigação que corre sob sigilo. O interessado não consta como investigado até o momento”, disse o delegado Adalto Machado, responsável pelo caso, à defesa do ex-presidente.
A defesa de Bolsonaro, vale lembrar, é liderada pelo advogado Paulo Cunha Bueno. Ele foi escalado para alinhar a tese que será usada para justificar a participação de Bolsonaro no caso.
A suspeita é de que os itens, avaliados em mais de 16 milhões de reais, seriam integrados ao acervo pessoal de Bolsonaro. Por isso, é bastante provável que Bolsonaro seja instado a depor. A antecipação em ter acesso ao inquérito se deve aos fortes indícios de ligação do ex-presidente no caso.
O pedido, importante ainda citar, foi feito por Bueno na segunda-feira 13 e negado nesta quarta-feira 15. Na terça-feira 14, o ex-ministro Bento Albuquerque, responsável pelo transporte das joias da Arábia Saudita para o Brasil, mudou a versão inicial e disse que Bolsonaro não tinha conhecimento dos itens que seriam, pela nova alegação, um presente de estado.
Há ainda um segundo pacote de joias na mira de apurações. Bolsonaro, neste caso, está com a caixa com itens avaliados em 500 mil reais. Ele chegou a cogitar a devolução, mas recuou para esperar a decisão final do Tribunal de Contas da União sobre o presente. O parecer deve ser dado nesta quarta-feira, quando a Corte irá analisar a decisão de Augusto Nardes, que autorizou Bolsonaro a manter as joias no acervo, mas não vendê-las.
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