CartaExpressa

Lula diz não querer briga com Campos Neto, mas sugere levá-lo aos ‘lugares mais miseráveis do País’

‘Ele tem de saber que a gente, neste País, tem de governar para as pessoas que mais necessitam’, afirmou o petista

Lula diz não querer briga com Campos Neto, mas sugere levá-lo aos ‘lugares mais miseráveis do País’
Lula diz não querer briga com Campos Neto, mas sugere levá-lo aos ‘lugares mais miseráveis do País’
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foto: Mauro Pimentel/AFP
Apoie Siga-nos no

O presidente Lula (PT) afirmou nesta quinta-feira 15 não ter interesse em brigar com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Nas últimas semanas, o petista tem criticado a decisão da instituição de manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano.

Também nesta quinta, o Diretório Nacional do PT publicou uma resolução na qual reforça sua oposição à chamada autonomia do BC e à atual condução da política monetária.

“A mim não interesse brigar com um cidadão que é presidente do Banco Central, que eu pouco conheço. Eu o vi uma vez”, disse Lula em entrevista à CNN Brasil. “A única coisa que quero é que ele cumpra. Se ele topar, quando eu for levar o meu governo para visitar os lugares mais miseráveis deste País, vou levá-lo para ele ver. Ele tem de saber que a gente, neste País, tem de governar para as pessoas que mais necessitam.”

As declarações ocorreram horas antes da primeira reunião do Conselho Monetário Nacional sob o novo governo, marcada para esta tarde. Compõem o CMN o ministro da Fazenda, Fernando Haddad; a ministra do Planejamento, Simone Tebet; e o presidente do BC, Roberto Campos Neto.

Segundo a resolução do PT, o programa de governo apresentado por Lula e chancelado pelas urnas busca o crescimento econômico, para o qual “é essencial a queda nas taxas de juros praticadas pelo Banco Central, bem como a revisão das metas de inflação”.

Para este ano, a meta de inflação fixada é de 3,25%, com tolerância de 1,5 ponto percentual. Em 2024 e em 2025, a taxa a ser perseguida é de 3%.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo