Política
Em meio a crise yanomami, Lula exonera 11 chefes de postos de saúde indígena
Demissões ocorrem após verificação sobre a situação precária deste povo em Roraima; segundo o Ministério dos Povos Indígenas, quase 100 crianças yanomami morreram somente em 2022
O governo federal exonerou, nesta segunda-feira, 23, chefes de postos de saúde indígena de 11 distritos. As dispensas ocorreram dias após denúncias envolvendo a precária situação dos yanomamis em Roraima.
Em viagem à região, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acusou a gestão de Jair Bolsonaro (PL) de patrocinar um genocídio das comunidades locais.
“Mais que uma crise humanitária, o que vi em Roraima foi um genocídio. Um crime premeditado contra os yanomami, cometido por um governo insensível ao sofrimento do povo brasileiro”, publicou o petista nas redes sociais.
O ex-presidente reagiu às denúncias afirmando que as informações relativas às condições das comunidades seria “mais uma farsa” da esquerda. Em mensagem enviada em um grupo do Telegram, o ex-capitão listou uma série de ações que teriam sido feitas durante a sua gestão para atender os yanomami.
Segundo o Ministério dos Povos Indígenas, quase 100 crianças yanomami morreram somente em 2022, a maioria por quadros de desnutrição, pneumonia e diarreia.
As mortes, aponta o ministério, são consequência do avanço garimpo ilegal na região.
Além disso, em 2022 foram confirmados 11.530 casos de malária no Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami, distribuídos entre 37 Polos Base.
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