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‘Inaceitável’, diz futuro ministro da Justiça sobre depredação em ato bolsonarista no DF

O grupo supostamente protestava contra a prisão de um indígena que participava de manifestações golpistas na capital federal

‘Inaceitável’, diz futuro ministro da Justiça sobre depredação em ato bolsonarista no DF
‘Inaceitável’, diz futuro ministro da Justiça sobre depredação em ato bolsonarista no DF
Ônibus incendiado em ato bolsonarista em Brasília. Foto: Reprodução/CNN Brasil
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O futuro ministro da Justiça Flávio Dino (PSB) se manifestou na noite desta segunda-feira 12 sobre os manifestantes bolsonaristas que danificaram carros e incendiaram um ônibus estacionados no entorno da sede da Polícia Federal em Brasília. Eles também tentaram invadir o prédio e atiraram paus e pedras na direção de agentes nesta noite.

O grupo supostamente protestava contra a prisão de um indígena que participava de manifestações golpistas na capital federal. Segundo o Supremo Tribunal Federal, o ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão temporária de José Acácio Serere Xavante, pelo prazo inicial de dez dias, por condutas ilícitas em atos antidemocráticos. A decisão atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República.

“Inaceitáveis a depredação e a tentativa de invasão do prédio da Polícia Federal em Brasília”, escreveu Dino nas redes sociais. “Ordens judiciais devem ser cumpridas pela Polícia Federal. Os que se considerarem prejudicados devem oferecer os recursos cabíveis, jamais praticar violência política.”

Ao pedir ao STF a prisão temporária, a PGR argumentou que o indígena se utiliza “de sua posição de cacique do Povo Xavante para arregimentar indígenas e não indígenas para cometer crimes, mediante a ameaça de agressão e perseguição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e dos ministros do STF Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso”.

Moraes concordou com as ponderações da PGR e anotou que as condutas do bolsonarista são graves e revelam os riscos de mantê-lo em liberdade, uma vez que Serere Xavante convocou expressamente pessoas armadas para impedir a diplomação de Lula e de seu vice Geraldo Alckmin (PSB).

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