CartaExpressa
TSE nega acusações de ex-servidor e diz que exoneração se deu por assédio moral
Nesta quarta, o ex-assessor disse à PF que comunicou ao TSE supostas ‘falhas de fiscalização e acompanhamento na veiculação de inserções da propaganda eleitoral gratuita’; a Corte nega
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) chamou de “falsas e criminosas” as alegações feitas por um ex-servidor à Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira 26, de que comunicou a Corte sobre supostas falhas na fiscalização das propagandas eleitorais no rádio e na TV.
“As alegações feitas pelo servidor em depoimento perante a Polícia Federal são falsas e criminosas e, igualmente, serão responsabilizadas”, declarou a Corte, em nota.
Ainda segundo o TSE, a exoneração de Alexandre Gomes Machado foi motivada por indícios de “reiteradas práticas de assédio moral, inclusive por motivação política”.
Machado foi demitido do cargo de assessor de gabinete da Secretaria Judiciária da Secretaria-Geral da Presidência do TSE na última terça-feira 25. O setor é responsável pela coordenação do grupo de emissoras que transmitem a propaganda eleitoral no rádio e TV.
Nesta quarta, o ex-assessor disse à PF que informou ao TSE supostas “falhas de fiscalização e acompanhamento na veiculação de inserções da propaganda eleitoral gratuita”. A Corte, no entanto, diz que não recebeu nenhum comunicado.
“Ao contrário do informado em depoimento, a chefia imediata do servidor esclarece que nunca houve nenhuma informação por parte do servidor”, declara.
A demissão de Machado acontece em meio às denúncias feitas pela campanha de Jair Bolsonaro (PL) de que algumas rádios do Nordeste estariam “priorizando” as inserções de Lula (PT) em detrimento às do ex-capitão
Na terça-feira, a coligação de Bolsonaro entregou uma nova manifestação ao TSE sobre o caso.
Na segunda-feira, o ministro das Comunicações Fábio Faria disse que seriam 154 inserções a mais a favor de Lula. A manifestação da campanha enviada à Corte lista cerca de 700 emissoras de rádio e TV que teriam praticado o ilícito.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Diretora de rádio citada em depoimento de ex-servidor do TSE é apoiadora de Bolsonaro
Por CartaCapital
Após alegações de Bolsonaro, TSE afirma não ser responsável por distribuir propaganda a emissoras
Por CartaCapital


