Justiça

Quem vocifera contra as urnas tenta omitir a inaptidão de ser votado pela maioria, diz Fachin

‘Todos os testes de segurança públicos e privados comprovaram o respeito à garantia constitucional do sigilo do voto’, afirmou o presidente do TSE

Quem vocifera contra as urnas tenta omitir a inaptidão de ser votado pela maioria, diz Fachin
Quem vocifera contra as urnas tenta omitir a inaptidão de ser votado pela maioria, diz Fachin
O ministro Edson Fachin, do TSE e do STF. Foto: Divulgação
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O ministro Edson Fachin, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, fez nesta segunda-feira 1º uma enfática defesa das urnas eletrônicas e mandou recados a quem dissemina fake news sobre o processo de votação no País.

As declarações, a marcarem oficialmente o início dos trabalhos do Poder Judiciário após o recesso de julho, ocorre em meio a uma nova ofensiva do presidente Jair Bolsonaro (PL) contra as urnas, com ataques vazios ao processo eleitoral e às instituições.

Em pronunciamento no plenário do TSE, Fachin reforçou que “todos os testes de segurança públicos e privados comprovaram o respeito à garantia constitucional do sigilo do voto” e que “há um quarto de século, o sistema eleitoral brasileiro é seguro e confiável”.

“Todos os candidatos eleitos, desde o vereador até o presidente, auferiram sempre a totalidade dos votos que lhe foram concedidos nas urnas”, afirmou o magistrado. “A opção pela adesão cega à desinformação que prega contra a segurança e a auditabilidade das urnas eletrônicas e dos processos eletrônicos de totalização é a rejeição do diálogo e se revela antidemocrática.”

Fachin declarou que as tentativas de desqualificar a segurança das urnas têm um único objetivo, o de “tirar dos brasileiros a certeza de que seu voto é válido e sua vontade é respeitada”. Isso, prosseguiu, “é especialmente verdadeiro em relação aos cidadãos mais pobres, com maior dificuldade de escrever”.

“Quem, portanto, vocifera não aceitar resultado diverso da vitória não está defendendo a auditoria das urnas eletrônicas. Está defendendo apenas o interesse próprio de não ser responsabilizado pelas inerentes condutas ou pela inaptidão de ser votado pela maioria da população brasileira.”

Nesta segunda, representantes de diversas entidades com legitimidade para atuar na fiscalização do processo eleitoral de 2022 se reuniram na sede do TSE, em Brasília, para conhecer detalhes sobre etapas, métodos, locais e formas de fiscalização e auditoria do sistema eletrônico. O encontro reuniu mais de 150 pessoas.

Participaram do evento, entre outros, integrantes de Ministério Público Federal, Polícia Federal, Controladoria-Geral da União, Câmara dos Deputados, Tribunal de Contas da União, Forças Armadas, Ministério da Defesa, Conselho Nacional de Justiça e Ordem dos Advogados do Brasil.

Também marcaram presença representantes de partidos políticos e de entidades da sociedade civil.

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