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TSE manda Bolsonaro apresentar em 15 dias as provas de ‘fraude’ nas eleições

A Portaria CGE nº01/2021 cita seis declarações de Bolsonaro em que há insinuações jamais demonstradas

TSE manda Bolsonaro apresentar em 15 dias as provas de ‘fraude’ nas eleições
TSE manda Bolsonaro apresentar em 15 dias as provas de ‘fraude’ nas eleições
O presidente Jair Bolsonaro. Foto: Alan Santos/PR
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O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Luis Felipe Salomão, determinou nesta segunda-feira 21 que o presidente Jair Bolsonaro apresente, em até 15 dias, as provas que diz ter sobre uma suposta fraude nas eleições de 2018. Bolsonaro alega que teria vencido o pleito no 1º turno.

“Considerando o teor das manifestações indicadas no anexo da portaria, que sugerem haver inconformidades no processo eleitoral, oficie-se às autoridades que as tenham produzido para que apresentem, no prazo de 15 dias, evidências ou informações de que disponham, relativas à ocorrência de eventuais fraudes ou inconformidades”, diz o despacho.

Na Portaria CGE nº01/2021, Salomão cita seis declarações de Bolsonaro em que há insinuações de fraudes nas eleições. Segundo o corregedor, em nota divulgada pelo TSE, “o não esclarecimento de relatos de natureza genérica relativos à existência de fraudes nas eleições pode macular a imagem da Justiça Eleitoral quanto ao seu dever de garantir a legitimidade dos pleitos, já que a credibilidade das instituições eleitorais constitui pressuposto à preservação da estabilidade democrática e à manutenção da normalidade constitucional”.

A Portaria também faz referência a discursos do deputado estadual Oscar Castello Branco de Luca (PSL-SP) e do então candidato à Presidência da República em 2018 Cabo Daciolo.

Recentemente, em transmissão ao vivo nas redes sociais, Bolsonaro chegou a afirmar que houve fraude também nas eleições de 2014, em que Dilma Rousseff (PT) derrotou Aécio Neves (PSDB).

Na semana passada, o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, declarou que Bolsonaro tem o “dever cívico” de apresentar as supostas provas ao tribunal. “O resto é retórica política, são palavras que o vento leva”, acrescentou.

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