Bolsonaro volta a mentir sobre eleições e diz que Aécio venceu Dilma em 2014

O presidente tornou a insinuar fraude no sistema eleitoral brasileiro, mas não apresentou qualquer prova

O presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou sem provas que Aécio Neves ganhou eleição contra Dilma Rousseff. Foto: Reprodução

O presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou sem provas que Aécio Neves ganhou eleição contra Dilma Rousseff. Foto: Reprodução

Política

Sem apresentar provas, o presidente Jair Bolsonaro voltou a acusar o sistema eleitoral brasileiro de fraudulento e sugeriu que Aécio Neves (PSDB) teria vencido a eleição de 2014, contra Dilma Rousseff (PT). A declaração ocorreu durante transmissão ao vivo nas redes sociais nesta quinta-feira 17.

 

 

“As informações que nós tivemos aqui, talvez a gente venha disponibilizar um dia, né, é que em 2014 o Aécio ganhou as eleições”, declarou Bolsonaro. “Em 2018, eu ganhei em 1º turno.”

Não houve nenhuma comprovação de fraude na eleição de 2014. Vitoriosa, Dilma Rousseff obteve 54.501.118 votos (51,64% dos votos válidos), contra 51.041.155 votos (48,36% dos votos válidos).

À época, Aécio Neves chegou a pedir uma auditoria especial para verificar a lisura da eleição. Relatório do próprio PSDB informou que nenhuma fraude foi encontrada, mas o partido criticou o sistema eleitoral e pediu voto impresso.

Nesta quinta, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso, disse em entrevista à CNN Brasil que Bolsonaro tem o “dever cívico” de comprovar as fraudes eleitorais que insinua.

Bolsonaro, porém, criticou Barroso e sugeriu que o ministro estaria mais preocupado com o retorno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Planalto. Durante a live, o presidente exaltou a Proposta de Emenda à Constituição, em tramitação no Congresso, que institui o voto impresso no País.

“Vamos respeitar o Parlamento brasileiro. Caso contrário, teremos dúvidas nas eleições e podemos ter um problema seríssimo no Brasil. Pode um lado ou o outro não aceitar, criar uma convulsão no Brasil”, disse. “Ou a preocupação dele [Barroso] é outra? É voltar aquele cidadão, o presidiário, para comandar o Brasil? Ele está rodando o Brasil todo, já negociando cargos.”

O presidente da República é alvo de processo movido pela Associação Livres em que pode ser obrigado a mostrar provas do que alega. O caso está sob análise do Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

 

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Repórter do site de CartaCapital

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