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Lava Jato pede ao STF que diálogos com Moro sejam declarados prova ‘ilícita e imprestável’

‘Tal material pode ter sido objeto de múltiplas adulterações’, dizem procuradores

Lava Jato pede ao STF que diálogos com Moro sejam declarados prova ‘ilícita e imprestável’
Lava Jato pede ao STF que diálogos com Moro sejam declarados prova ‘ilícita e imprestável’
Créditos: Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil - Arte: Larissa Fernandes/Agência Pública
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Logo depois de o ex-juiz Sergio Moro dizer que não reconhece a autenticidade da nova leva de diálogos que comprovam sua proximidade com os procuradores da Operação Lava Jato, a força-tarefa de Curitiba acionou o Supremo Tribunal Federal para pedir que todo o acervo da Operação Spoofing seja declarado como prova “ilícita e imprestável”.

“Tal material pode ter sido objeto de múltiplas adulterações, é imprestável e constitui um nada jurídico, de modo que nenhuma perícia após a sua apreensão terá o condão de transformar a sua natureza como que por um passe de mágica”, diz um trecho do pedido.

Em ofício enviado ao ministro Ricardo Lewandowski nesta segunda-feira 1, os procuradores ainda pedem a revogação da ordem de compartilhamento das mensagens com a defesa do presidente Lula, que deve ser proibido de usar o conteúdo “para qualquer finalidade que seja, inclusive em defesas judiciais”.

Assinam o documento, entre outros, o ex-chefe da força-tarefa em Curitiba Deltan Dallagnol e os procuradores Januário Paludo e Laura Tessler.

Nesta segunda, Lewandowski levantou o sigilo das conversas entre os procuradores e Moro. Parte dos diálogos, apresentados em um documento com 50 páginas, já era de conhecimento público. Vieram à tona desta vez, porém, mais conversas que reforçam a proximidade fora dos autos entre as partes.

O material fortalece a denúncia de que o grupo chefiado por Dallagnol recebia orientações expressas do magistrado que seria responsável pelo julgamento dos casos em primeira instância.

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