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Moro diz que não reconhece autenticidade de diálogos: ‘Não guardo mensagens de anos atrás’
Conversas divulgadas nesta segunda-feira 1 reforçam a proximidade entre o então juiz e os procuradores da Lava Jato
Horas após a revelação de mais uma leva de diálogos que comprovam sua proximidade com os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, o ex-juiz Sergio Moro voltou nesta segunda-feira 1 a colocar em dúvida a autenticidade das mensagens.
“Não reconheço a autenticidade das referidas mensagens, pois como já afirmei anteriormente não guardo mensagens de anos atrás”, declarou em nota o ex-magistrado e ex-ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro.
“As referidas mensagens, se verdadeiras, teriam sido obtidas por meios criminosos, por hackers, de celulares de procuradores da República, sendo, portanto, de se lamentar a sua utilização para qualquer propósito, ignorando a origem ilícita”.
Nesta segunda-feira 1, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, levantou o sigilo das conversas entre os procuradores e Moro. Parte dos diálogos, apresentados em um documento com 50 páginas, já era de conhecimento público. Vieram à tona desta vez, porém, mais conversas que reforçam a proximidade fora dos autos entre as partes.
O material fortalece a denúncia de que o grupo chefiado por Dallagnol recebia orientações expressas do magistrado que seria responsável pelo julgamento dos casos em primeira instância.
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