Política

Após dizer que não dá bola, Bolsonaro afirma que tem ‘pressa’ por vacinação

Presidente alegou que ‘seria acusado de interferência e de irresponsabilidade’ se exercesse pressão para a imunização da população

Após dizer que não dá bola, Bolsonaro afirma que tem ‘pressa’ por vacinação
Após dizer que não dá bola, Bolsonaro afirma que tem ‘pressa’ por vacinação
O presidente da República, Jair Bolsonaro. Foto: Alan Santos/PR
Apoie Siga-nos no

Um dia depois de dizer que não dá “bola” para a vacinação em outros países, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que tem “pressa” em obter uma vacina contra a Covid-19. Em texto publicado nas redes sociais, neste domingo 27, o chefe do Palácio do Planalto escreveu que, “caso exercesse pressão” pelo imunizante, “seria acusado de interferência e de irresponsabilidade”.

“Temos pressa em obter uma vacina, segura, eficaz e com qualidade, fabricada por laboratórios devidamente certificados. Mas a questão da responsabilidade por reações adversas de suas vacinas é um tema de grande impacto, e que precisa ser muito bem esclarecido”, disse o presidente, levantando suspeitas, mais uma vez, sobre efeitos colaterais do imunizante.

Bolsonaro acrescentou que “tão logo um laboratório apresente seu pedido de uso emergencial, ou registro junto à Anvisa, e esta proceda a sua análise completa e o acolha, a vacina será ofertada a todos e de forma gratuita e não obrigatória”. Ele declarou que nenhum laboratório apresentou pedido de uso emergencial ou de registro.

O governo federal ainda não tem cronograma oficial para a vacinação. Segundo o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, alguns grupos prioritários começam a receber a primeira dose da vacina contra a Covid-19 no final de janeiro. A vacinação em massa deve começar a partir de fevereiro.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo