Segredos sobre 1964 e a militarização do país no século XXI
No novo episódio do ‘Poder em Pauta’, André Barrocal recebe os professores Jams Naylor Green e João Henrique Roriz
No próximo dia 11 de setembro, completam-se 50 anos do golpe militar que derrubou o presidente Salvador Allende e levou ao poder no Chile o general Augusto Pinochet. No fim de agosto, o governo Joe Biden liberou o acesso a documentos secretos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos e da CIA sobre aquele 11 de setembro de 1973 e os três dias anteriores. Biden recebeu em julho um pedido para que os EUA divulguem documentos sigilosos sobre o golpe militar de 1964 no Brasil, que depôs João Goulart e inaugurou uma ditadura de mais de duas décadas. Uma ditadura que Jair Bolsonaro, capitão do Exército, buscou reabilitar do ponto de vista histórico, enquanto esteve no poder. O governo dele contribuiu (e não foi o único) para o aumento da militarização do dia a dia no Brasil e para o avanço da visão de que vale tudo contra o crime, mesmo que haja “danos colaterais”, ou seja, baixas civis. Uma lógica de guerra aplicada sem que haja um conflito oficial. Sobre esses assuntos, o repórter André Barrocal entrevista James Naylor Green, presidente do Conselho Diretor do Washington Brazil Office, historiador e brasilianista que encabeça o pedido para os EUA liberarem documentos sobre 1964, e João Henrique Roriz, professor de Direito Internacional da Universidade Federal de Goiás, estudioso da militarização do Brasil.
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