Por que o calor extremo está cada vez mais frequente?

Thais Reis Oliveira e Camila da Silva entrevistam Paulo Artaxo, coordenador do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais

O planeta já atingiu os 15.8°C de temperatura global. O mês de julho registrou, não só as três semanas mais quentes, mas também as temperaturas oceânicas mais elevadas para esta época do ano. As consequências ao redor do globo são evidentes: as ondas de calor na Europa, as grandes enchentes na Líbia, e no Brasil não é diferente. No estado do Rio Grande do Sul, as inundações causaram destruição em mais de 100 cidades, com pelo menos 49 mortos.

Na análise de Paulo Artaxo, coordenador do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG), isso é resultado da inação dos governos e indústrias sobre o uso dos recursos fósseis para emissão de gases efeito estufa. “Ninguém está preocupado com o estado econômico e social do planeta a médio e longo prazo. Nosso sistema é feito para ter o maior lucro possível em menor espaço de tempo e isso está trazendo essa crise”, pondera Artaxo, que também é professor titular e chefe do departamento de Física Aplicada do Instituto de Física da USP. Exemplo disso é o não cumprimento do Acordo de Paris por nenhum dos países signatários, observa Artaxo. Nesta entrevista, o professor também fala sobre o lugar estratégico da Amazônia na justiça climática e os embates pela exploração da Foz no bioma.

Cacá Melo

Cacá Melo

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