Exploração da fé e a ‘denúncia’ de Damares. A ex-ministra mentiu ou prevaricou?
A equipe de CartaCapital apresenta as principais notícias da semana no programa ‘Fechamento’
Neste episódio, André Barrocal, Mariana Serafini e Rodrigo Martins comentam a exploração eleitoral da fé no segundo turno da corrida presidencial. Na quarta-feira 12, Bolsonaro causou alvoroço no Santuário Nacional de Aparecida do Norte. Seus apoiadores chegaram a interromper uma missa aos gritos de “Mito” e a perseguir um fiel com camiseta vermelha nos arredores da basílica. Dom Odilo Scherer, arcebispo metropolitano de São Paulo, e Dom Orlando Brandes, arcebispo de Aparecida do Norte, criticam, porém, a vinculação entre política e religião.
Enquanto isso, em vídeo que viralizou nas redes sociais e sem se constranger com a presença de menores no recinto, Damares Alves fez relatos aberrantes de abusos sexuais cometidos na paraense Ilha de Marajó e supostamente levados ao seu conhecimento quando ocupava a pasta da Mulher, Família e Direitos Humanos. Como a ex-ministra não detalhou quais medidas foram tomadas pelo governo para inibir os crimes, o Prerrogativas, grupo de advogados atuante, decidiu pedir uma investigação dos relatos. Quer saber se a ex-ministra e o ex-capitão cometeram crime de prevaricação ao se omitir ante fatos gravíssimos ou se Damares recorreu a mentiras com o intuito político de “alimentar o discurso de ódio e tumultuar o processo eleitoral”.
O programa apresenta, ainda, alguns destaques da edição impressa. Caso reeleito, Bolsonaro arquiteta um plano de investir contra o Supremo, e não por ideologia. As minorias buscam formas de romper com o bloqueio da maioria reacionária nos Legislativos. E mais: os donos do dinheiro tentam enquadrar Lula.
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