A ofensiva russa realmente ‘fracassou’?

Objetivo de Putin é controlar as reservas energéticas da Ucrânia?

No início desta semana, as negociações entre diplomatas russos e ucranianos parecem, pela primeira vez, gerar resultados concretos. A Ucrânia sinaliza que poderá concordar com a proposta de neutralidade militar, enquanto a Rússia anunciou a retirada de forças da região de Kiev, capital ucraniana. Entretanto, mais de um mês após o início das hostilidades, não há nenhuma perspectiva de curto prazo para o fim da guerra. Boa parte da mídia ocidental atribui essa demora a um possível ‘fracasso’ das forças russas. Bret Stephens, colunista do The New York Times, levanta uma outra possibilidade: E se o objetivo de Putin, desde o início, for na verdade controlar as reservas energéticas da Ucrânia?

Cacá Melo

Cacá Melo

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.