Justiça

Os novos decretos de Lula com regras para as big techs nas redes sociais

A Agência Nacional de Proteção de Dados fiscalizará o cumprimento das obrigações sobre o funcionamento proativo das plataformas

Os novos decretos de Lula com regras para as big techs nas redes sociais
Os novos decretos de Lula com regras para as big techs nas redes sociais
O presidente Lula (PT). Foto: Evaristo Sá/AFP
Apoie Siga-nos no

O presidente Lula (PT) editou, nesta quarta-feira 20, dois decretos voltados às redes sociais. A assinatura ocorreu na cerimônia de cem dias do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, no Palácio do Planalto.

Um dos decretos busca fortalecer o enfrentamento à violência contra a mulher no ambiente digital. Segundo o texto, as big techs terão de trabalhar para coibir a disseminação de crimes, fraudes e atos de violência, além de reduzir danos causados às vítimas, especialmente por nudez não consentida, ameaça, perseguição e assédio coordenado.

As plataformas digitais terão de manter um canal específico e de fácil acesso para denúncia de conteúdos íntimos divulgados sem consentimento, com previsão de retirar o material do ar em até duas horas após a notificação.

O segundo decreto regulamenta o Marco Civil da Internet após o Supremo Tribunal Federal ampliar, no ano passado, a responsabilização das plataformas digitais por publicações criminosas de seus usuários.

A nova medida de Lula estabelece medidas para combater fraudes digitais, anúncios enganosos e redes artificiais utilizadas para disseminar golpes. Uma das mudanças obriga empresas que comercializam anúncios a guardar dados para eventual responsabilização dos autores e reparação de danos às vítimas.

As plataformas também deverão agir preventivamente para impedir a circulação de conteúdos relacionados a crimes graves, como terrorismo, exploração sexual de crianças e adolescentes, tráfico de pessoas, incentivo à automutilação e violência contra mulheres.

Segundo o Palácio do Planalto, a Agência Nacional de Proteção de Dados fiscalizará o cumprimento das obrigações sobre o funcionamento proativo das plataformas, a fim de verificar se elas adotam medidas técnicas adequadas para prevenir e reduzir a circulação em massa de conteúdos criminosos.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.

O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.

Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.

Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.

Quero apoiar

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo