Entrevistas
A estratégia do governo Lula para conter o vale-tudo nas plataformas digitais
João Brant, secretário de Políticas Digitais da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, concedeu entrevista a CartaCapital; assista
O secretário de Políticas Digitais da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, João Brant, defendeu em entrevista a CartaCapital uma mudança na legislação para responsabilizar as plataformas digitais por conteúdos publicados.
Brant explicou que o modelo atual, com o objetivo de evitar possível “censura” nas redes, abriu uma brecha para a falta de fiscalização e para a disseminação de fake news nas big techs.
“Gerou um desincentivo para as empresas cuidarem do debate público na proteção dos fatores básicos”, afirmou. “Você vê conteúdos que são claramente incitação ao golpe de Estado sendo veiculados nas redes sociais sem nenhum tipo de restrição.”
O cenário levou empresas como a Meta, dona de Facebook, Instagram e WhatsApp, a lucrarem com propaganda golpista, como mostrou um monitoramento realizado pelo NetLab, da Escola de Comunicação da UFRJ.
Segundo o estudo, antes e após os atos golpistas de 8 de janeiro, a empresa permitiu a veiculação de ao menos 185 anúncios com teor golpista em suas plataformas. “Constatamos, portanto, que os esforços declarados da Meta para a remoção de conteúdo antidemocrático e de ataque às instituições e ao processo eleitoral brasileiro foram insuficientes no período pós-eleitoral”, diz o relatório da instituição.
“Nós estamos vendo o debate público sendo tomado por desinformação com pouca capacidade de resposta da própria Justiça e dificuldade de responsabilização”, apontou João Brant.
A CartaCapital, ele também detalhou as frentes de atuação do governo Lula (PT).
“Estamos apostando em uma solução múltipla: revisão da legislação atual, discussões de como você fortalece o jornalismo, discussões de educação midiática e discussões que sirvam para proteger os direitos dos usuários nas redes.”
Assista à íntegra da entrevista:
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