Queimadas na Amazônia batem novo recorde e ficam atrás apenas de agosto de 2019

Número consolidado do mês passado coloca em dúvida a efetividade da atuação do Exército no bioma, diz organização

Foto de incêndios na Amazônia tiradas no dia 16 de agosto de 2020 (CARL DE SOUZA / AFP)

Foto de incêndios na Amazônia tiradas no dia 16 de agosto de 2020 (CARL DE SOUZA / AFP)

Sustentabilidade

O mês de agosto se encerra no Brasil com o segundo pior resultado de queimadas na Amazônia dos últimos dez anos. Os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados nesta terça-feira 1, mostram que foram registrados 29.307 focos de calor no mês passado, volume bem acima da média histórica de 26 mil focos para este mês e apenas 5% inferior aos alarmantes 30.900 registrados no mesmo mês de 2019.

O Observatório pondera que um dos satélites do Inpe registrou uma falha no monitoramento do dia 16 de agosto, o que pode ter alterado o número real de detecções feitas pelo sistema Deter.

O mesmo sistema, que depois tem os dados revisados para um balanço oficial das queimadas, foi o responsável por detectar um aumento de 34% no desmatamento entre o biênio 2018/2019 e 2019/2020. A divulgação oficial dessa cifra “deverá indicar um desmatamento maior que 12 mil quilômetros quadrados”.

A organização também questiona a atuação do Exército frente às queimadas, especialmente na Operação Verde Brasil II, capitaneada pelo vice-presidente Hamilton Mourão.

“Entre maio e agosto, período de presença do Exército na Amazônia, o número de queimadas foi de 39.187, basicamente o mesmo de 2019 (38.952).”, diz o Observatório.

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