Política

Jovens ativistas são impedidos de participar de audiência sobre exploração de petróleo

A Agência Nacional de Petróleo busca leiloar áreas para a extração de petróleo e gás desconsiderando alertas ambientais do ICMBio

Créditos: Divulgação Créditos: Divulgação
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Integrantes da Fridays For Future Brasil (FFF) foram impedidos de participar de audiência pública da Agência Nacional do Petróleo nesta quarta-feira 03. O encontro virtual deu início a discussões sobre uma rodada de licitações para exploração de petróleo e gás natural na Bacia Potiguar, localizada ao longo da costa do estado do Rio Grande do Norte e extremo-leste do estado do Ceará.

 

“Começamos a protestar já no chat da audiência contra a exploração. Alguns integrantes também adentraram na sala com cartazes de protesto”, conta a CartaCapital Daniel Augusto Holanda, 19 anos, e integrante do movimento, que chegou a mobilizar cerca de 20 ativistas para o encontro, em parceria com o Instituto Arayara.

“Depois começamos a ser removidos da sala virtual. Tentamos articular para que outros participantes de fora entrassem na audiência, mas já não permitiam a nossa entrada”, conta Daniel, que acusa os organizadores da audiência pública de censura.

O movimento do Fridays For Future Brasil teve início em agosto de 2018, após a ativista Greta Thunberg protestar diante o parlamento sueco, juntamente com outros jovens, pela falta de ações no combate à crise climática. Hoje, o movimento brasileiro está presente em 22 estados, 325 cidades e reúne mais de 35 mil pessoas.

“Vamos continuar batendo nessa pauta porque não houve uma pesquisa prévia, as empresas envolvidas não sabem qual será o impacto ambiental desse leilão não só do ponto de vista do meio ambiente, como no dia a dia das pessoas da região. Só prevalece a ganância”, condena.

A rodada de negociações da ANP desconsidera parecer feito pelo ICMbio que aponta grandes riscos ambientais para a fauna marinha e a preservação de reservas ambientais próximas.

A autarquia se posicionou em nota afirmando que “tanto as atividades exploratórias quanto um evento acidental podem trazer danos irreparáveis à diversidade biológica desses ecossistemas”, referindo-se à Reserva Biológica do Atol das Rocas e ao Parque Nacional Fernando de Noronha.

Recomendações técnicas do Ibama também apontam a necessidade de uma avaliação ambiental nas áreas antes do leilão. A ANP, no entanto, se ampara em um parecer conjunto dos ministérios de Minas e Energia e do Meio Ambiente. A previsão é de que o leilão ocorra no dia 7 de outubro de 2021.

Ana Luiza Basilio

Ana Luiza Basilio
Repórter do site de CartaCapital

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