Sustentabilidade

Ibama atua em apenas 1% dos alertas de desmatamento, diz estudo

O órgão tem capacidade técnica de fiscalizar à distância locais sinalizados pelo sistema, no entanto, agiu na ínfima minoria dos casos

Parte da floresta amazônica desmatada (Foto: CARLOS FABAL / AFP)
Parte da floresta amazônica desmatada (Foto: CARLOS FABAL / AFP)
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Um levantamento feito em parceria do MapBiomas e do Observatório do Clima aponta que apenas 1,3% dos alertas de desmatamento da Amazônia foi alvo de algum tipo de ação pelo Ibama. Isso significa que o órgão embargou ou emitiu autos de infração para apenas 6,1% do total da área de floresta desmatada. 

Entre 2019 e 2020, o MapBiomas registou 115.688 alertas de desmatamento. Os registros são um compilado de dados oficiais do Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). 

Atualmente, o Ibama tem capacidade técnica de fiscalizar à distância locais sinalizados pelo sistema, no entanto, agiu na ínfima minoria dos casos. 

Os alertas de desmatamento são provenientes do cruzamento de informações do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e de imagens capturadas por satélites.

O ano de 2021 registrou o menor número de autuações ambientais em duas décadas, ao passo que o desmatamento na Amazônia Legal registrou o maior índice nos últimos 15 anos. 

O levantamento ainda indica que mesmo os municípios definidos como prioritários para operações militares pelo Conselho Nacional da Amazônia não tiveram uma atuação efetiva no combate ao desmatamento. 

Dos 22.583 alertas recebidos nessas regiões, apenas 3% foram notificados ou embargados. 

Mesmo após a implementação das Operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLOs), a área de floresta derrubada continuou acima dos 10 mil km², maiores números desde 2008. 

Ao mesmo passo que o desmatamento avança, as verbas do governo federal destinadas à proteção e preservação diminuíram de 1,07 bilhão de reais em 2014, para 647 milhões em 2020, segundo dados do gabinete compartilhado formado pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e pelos deputados Tabata Amaral (PSB-SP) e Felipe Rigoni (PSB-ES).

CartaCapital
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