Política

Governo Bolsonaro fiscalizou menos de 3% dos alertas de desmatamento, aponta relatório

A constatação do consórcio MapBiomas é de que a impunidade ainda marca o desmatamento ilegal no País

Governo Bolsonaro fiscalizou menos de 3% dos alertas de desmatamento, aponta relatório
Governo Bolsonaro fiscalizou menos de 3% dos alertas de desmatamento, aponta relatório
Parte da floresta amazônica desmatada. Foto: Carlos Fabal/AFP
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O governo de Jair Bolsonaro agiu contra menos de 3% dos alertas de desmatamento emitidos por órgãos de monitoramento no País, como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

Considerando o total de hectares sobre os quais os alertas incidiram, 87% deles não foram fiscalizados, com multas ou embargo do desmatamento. O governo federal respondeu a apenas 2,17% dos alertas de desmatamento desde janeiro de 2019, quando Bolsonaro assumiu a Presidência.

Os casos aos quais as autoridades federais reagiram corresponderam a 13,1% da área total desmatada de janeiro de 2019 a março de 2022.

Os dados constam de um relatório publicado nesta terça-feira 3 pelo MapBiomas, um consórcio de ONGs, universidades brasileiras e startups que usa imagens de satélite para rastrear a destruição da floresta amazônica e de outras regiões do País.

O levantamento foi feito a partir de uma nova ferramenta, o Monitor da Fiscalização do Desmatamento, que compara os alertas de desmatamento com os registros governamentais sobre multas, detenções e outras respostas das autoridades ambientais.

A constatação do consórcio é de que a impunidade ainda marca o desmatamento ilegal no País.

Sob o mandato de Bolsonaro, que tem pressionado para abrir as terras protegidas à agroindústria e à mineração, o desmatamento anual médio na Amazônia brasileira aumentou mais de 75% em relação à década anterior, segundo dados oficiais.

No ano passado, o Ibama, órgão encarregado da proteção ambiental, gastou apenas 41% de seu orçamento alocado para fiscalizar, segundo o Observatório do Clima, uma coalizão de grupos ambientalistas.

(Com informações da AFP)

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