Sociedade

‘Vivas e Livres’: Candidatas aos Senado se unem em campanha contra o feminicídio no Brasil

A iniciativa, que une diferentes partidos e estados, pretende eleger uma bancada feminina articulada desde a campanha eleitoral

‘Vivas e Livres’: Candidatas aos Senado se unem em campanha contra o feminicídio no Brasil
‘Vivas e Livres’: Candidatas aos Senado se unem em campanha contra o feminicídio no Brasil
Os feminicídios no Brasil aumentaram 4% em 2025. Oito em cada dez vítimas conheciam os seus algozes – Imagem: Redes Sociais
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A guerra contra o feminicídio no Brasil uniu 14 candidatas ao Senado, de diferentes partidos e estados, em torno da campanha Vivas e Livres contra o Feminicídio no Brasil, lançada em 7 de agosto, data que marcou os 20 anos da Lei Maria da Penha. A iniciativa pretende eleger uma bancada feminina articulada desde a campanha eleitoral, com uma bandeira comum em defesa da vida e dos direitos das mulheres.

Idealizada por Áurea Carolina, candidata ao Senado por Minas Gerais pelo PSOL, a mobilização recebeu a adesão de Marina Silva (São Paulo), Manuela d’Ávila (Rio Grande do Sul), Benedita da Silva e Mônica Benício (Rio de Janeiro), Marília Campos (Minas Gerais), Marília Arraes (Pernambuco), Anandreia Trovó (Rondônia), Eliziane Gama (Maranhão), Érika Kokay (Distrito Federal), Gizelle Freitas (Pará), Isaura Lemos (Goiás), Luizianne Lins (Ceará) e Sônia Godeiro (Rio Grande do Norte).

Caso eleitas, as candidatas terão entre suas prioridades a formulação de políticas públicas que garantam serviços de proteção próximos da residência das mulheres; a regulamentação e implementação da Lei Maria da Penha nas escolas; a criação de mecanismos que assegurem o cumprimento das medidas protetivas concedidas às vítimas; a responsabilização das plataformas digitais no enfrentamento à violência contra meninas e mulheres; e a destinação de emendas parlamentares para políticas de prevenção e combate à violência contra a população feminina.

“O feminicídio nunca começa no momento do crime. Ele é o ponto final de uma sequência de violências físicas e/ou psicológicas, que muitas vezes já eram conhecidas pela família, vizinhos ou pelo próprio Estado. Por isso, combater o feminicídio significa fortalecer a prevenção e impedir que elas sejam deixadas sozinhas diante da violência”, defende Áurea Carolina. A candidata também ressalta a importância da criação de um orçamento específico para financiar políticas de proteção às mulheres e meninas.

A campanha Vivas e Livres contra o Feminicídio no Brasil também lançou um abaixo-assinado, aberto à participação da população, para ampliar o compromisso nacional com o enfrentamento ao feminicídio e à violência contra as mulheres. Para assinar, basta acessar https://vivaselivres.com.br/.

“Nenhuma mulher deveria viver com medo de ser a próxima vítima da violência. O feminicídio é uma tragédia que exige resposta firme do Estado e compromisso permanente da sociedade. Ao integrar essa mobilização nacional, reafirmo que proteger a vida das brasileiras precisa ser uma prioridade do Senado. Não podemos aceitar que tantas mulheres continuem perdendo a vida por falta de prevenção, acolhimento e políticas públicas eficazes”, salienta Marília Arraes.

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