Sociedade

Sindicatos levam denúncias de assédio na Caixa à Organização Internacional do Trabalho

‘Os casos, intoleráveis, não podem ficar impunes’, afirmou na reunião Sergio Takemoto, presidente da Fenae

Sindicatos levam denúncias de assédio na Caixa à Organização Internacional do Trabalho
Sindicatos levam denúncias de assédio na Caixa à Organização Internacional do Trabalho
Foto: Reprodução
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A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa, o Sindicato dos Bancários de Brasília e o Coletivo Nacional das Mulheres da Central Única dos Trabalhadores se reuniram com o diretor do escritório da Organização Internacional do Trabalho no Brasil, Martin Georg Hahna fim de cobrar providências sobre as denúncias de assédio na Caixa Econômica Federal.

O encontro em 4 de agosto serviu para destacar a gravidade das violações da Convenção 111 da OIT, a tratar do princípio da não discriminação em matéria de emprego. Após a conversa, a organização ofereceu apoio com assistência técnica e compartilhamento de estudos e documentos, para que medidas cabíveis em relação às denúncias sejam tomadas. 

Estiveram presentes Sergio Takemoto, presidente da Fenae; Kleytton Morais, presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília; Thaísa Magalhães, secretária de Mulheres da CUT; e os advogados Antônio Fernando Megale e Fernanda Giorgi, sócios da LBS Advogados.

“Os casos gravíssimos e intoleráveis de violação de direitos humanos na Caixa Econômica Federal não podem ficar impunes”, declarou Takemoto na reunião. “Além de amplo diálogo e da participação de representações dos empregados na apuração dos casos, são necessárias e urgentes medidas concretas que assegurem respeito e dignidade na Caixa, no sistema financeiro e em qualquer local de trabalho.”

Além disso, as entidades pedem assistência para o combate à prática dentro da instituição. Segundo um levantamento encomendado pela Fenae, o adoecimento mental de trabalhadores da Caixa foi a maior causa de afastamentos na empresa. Do total, 33% ocorreram por depressão, 26% por ansiedade, 13% por síndrome de burnout e 11% por síndrome do pânico.

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