Sociedade
Policial de folga mata vendedor de balas em frente às barcas de Niterói, no Rio
Yago dos Santos, de 21 anos, teria oferecido seus produtos ao homem
Um jovem de 21 anos que trabalhava como vendedor ambulante foi morto depois de ser baleado em frente à estação das barcas, na cidade de Niterói, na região metropolitana do estado do Rio de Janeiro, no início da tarde desta segunda-feira 14. Ele deixa uma filha de dois anos.
Yago dos Santos vendia balas e teria oferecido seus produtos a um policial militar à paisana, próximo às barcas. De acordo com o portal G1, eles teriam entrado em uma discussão. O policial foi identificado como Carlos Arnaud Baldez Silva Júnior e tinha licença para posse de armas.
Em nota, a Secretaria de Estado da Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado na Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí. Os agentes estão ouvindo testemunhas e buscarão imagens de câmeras de segurança instaladas na região para esclarecer os fatos.
Já a Secretaria de Estado da Polícia Militar declarou que “de acordo com informações preliminares, um policial militar de folga reagiu a uma tentativa de roubo na Praça Arariboia, em frente ao Terminal das Barcas de Niterói”.
Segundo a pasta, “o militar tentou intervir na ação e um dos envolvidos teria investido contra sua integridade, sendo atingido por disparo de arma de fogo” e “o ferido não resistiu”.
A nota afirma que “o policial que participou da ação está com um homem, que seria a vítima da tentativa de roubo, prestando depoimento” na Delegacia de Homicídios. A 4ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM) também acompanha o caso, e o policiamento foi intensificado na região da ação, disse a Secretaria.
Políticos do Rio de Janeiro acusaram mais um episódio de racismo. A deputada federal Talíria Petrone (PSOL) chamou o caso de “barbárie” e que “todo dia uma pessoa é morta no estado do Rio por ser preta”.
A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, no Rio, manifestou solidariedade à família e declarou que se coloca à disposição da família para acompanhar as investigações.
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