Justiça
Polícia prende pastor da Igreja Batista da Lagoinha suspeito de estuprar adolescentes em SP
De acordo com as investigações, Joilson Santos era responsável por uma célula destinada ao ensino bíblico para os menores, posição utilizada para cometer os abusos
A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta quarta-feira 7 um pregador evangélico suspeito de aliciar e estuprar menores de idade que frequentavam a Igreja Batista da Lagoinha, liderada pelo pastor André Valadão. O caso aconteceu em Guarulhos, na região metropolitana.
De acordo com as investigações, Joilson da Silva de Freitas Santos era o responsável por uma célula da igreja destinada ao ensino bíblico para crianças e adolescentes. Essa posição, diz a polícia, era utilizada para cometer os abusos. Nas redes sociais da instituição, o homem era tratado como “líder”.
Os abusos entraram no radar dos investigadores em junho de 2022, quando um adolescente de 16 anos deixou a residência onde o pregador morava e foi até a portaria pedir ajuda, contando que havia sido abusado. Ao todo, a polícia teve contato com outras duas vítimas, uma de 16 anos e uma de 13 anos, que relataram a prática do estupro.
Durante entrevista à TV Globo, o delegado Fluvio Mecca, do 5º Distrito Policial de Guarulhos, disse que o religioso levava os menores para sua casa onde morava e lá conversava sobre sexo.
“Ele [Joilson] chantageava esse núcleo [jovem] que administrava, no sentido de: se você não praticar comigo o ato sexual eu vou expor para seus pais e o pessoal da igreja que você se masturba, procura vídeos eróticos e se interessa por sexo. As crianças, acuadas, cediam”, explicou.
A esposa do suspeito contou em depoimento à Polícia que chegou a ouvir algumas vezes os atos sexuais, mas que nunca disse nada, porque não tem ninguém e depende financeiramente do marido. Ela é investigada por compactuar com os abusos.
Em nota, a Igreja Batista da Lagoinha Guarulhos lamentou o ocorrido e disse que o homem “não era pastor e nunca foi ordenado ou consagrado ao ministério pastoral”. Informou, ainda que ele não possuía autorização para “discipular ou atender pessoas em sua residência”.
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