Justiça

Polícia investiga 5 funcionários públicos por caso Ruy Ferraz

O delegado, que era secretário de Administração na Prefeitura de Praia Grande, foi assassinado em 15 de setembro

Polícia investiga 5 funcionários públicos por caso Ruy Ferraz
Polícia investiga 5 funcionários públicos por caso Ruy Ferraz
Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, foi executado em Praia Grande. Foto: Reprodução
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Cinco funcionários da Prefeitura de Praia Grande, no litoral de São Paulo, são investigados pela Polícia Civil por suposto envolvimento na morte do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes. Eles foram alvos de mandados de busca e apreensão.

O subsecretário municipal de Gestão e Tecnologia Sandro Rogerio Pardini é um dos citados na apuração e pediu exoneração do cargo após ser alvo da busca e apreensão – a defesa dele nega participação.

O delegado foi assassinado em 15 de setembro, após cumprir expediente na Prefeitura. Até o momento quatro pessoas – Dahesly Oliveira Pires, Luiz Henrique Santos Batista (Fofão), Rafael Marcell Dias Simões (Jaguar) e Willian Silva Marquesforam presas sob suspeita de participação no crime.

O possível atirador, Umberto Alberto Gomes, foi morto em confronto com equipes da Polícia Civil no Paraná. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, outros três investigados já foram identificados e estão foragidos: Felipe Avelino da Silva, Flávio Henrique Ferreira de Souza, Luiz Antonio Rodrigues de Miranda.

Entre os servidores da prefeitura suspeitos de participação no crime estariam um agente da Secretaria de Urbanismo, um engenheiro da Secretaria de Planejamento, uma diretora da Secretaria de Planejamento e um funcionário da Secretaria de Administração.

Durante a operação do último dia 29, equipes do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa estiveram em endereços ligados aos investigados. No endereço de Sandro Pardini, foram apreendidos um celular, dois notebooks, dois pendrives, um computador e três pistolas, além de uma quantia de 50 mil reais e 10,3 mil dólares.

O objetivo da ação foi recolher evidências sobre eventuais irregularidades em contratos com a Prefeitura de Praia Grande, onde Ruy Ferraz Fontes era secretário de Administração. Em nota, a gestão municipal afirmou que “mantém contato constante com a Polícia Civil e está colaborando integralmente com as investigações, fornecendo imagens, informações e demais materiais solicitados”.

Já a defesa do subsecretário negou “veementemente toda e qualquer participação, seja ela direta ou indireta, nos fatos que estão sendo apurados” e diz que o subsecretário está disposição das autoridades para “colaborar, naquilo que estiver ao seu alcance, para o efetivo esclarecimento deste trágico ocorrido”.

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