Sociedade

Pilotos e comissários aprovam greve a partir da próxima segunda-feira

A paralisação será entre 6h e 8h nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos, Galeão, Santos Dumont, Viracopos, Porto Alegre, Fortaleza, Brasília e Confins

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Apoie Siga-nos no

O Sindicato Nacional dos Aeronautas aprovou, em assembleia realizada nesta quinta-feira 15, uma greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda 19. A principal reivindicação é a recomposição salarial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor, com ganho acima da inflação de 5%.

A paralisação de pilotos, copilotos e comissários de bordo será entre 6h e 8h em aeroportos de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Ceará, Distrito Federal e Minas Gerais.

De acordo com o SNA, os serviços só não serão suspensos em caso de voos destinados ao transporte de órgãos para transplante, vacinas ou com enfermos a bordo.

A entidade ainda pede a manutenção da convenção coletiva da categoria e a definição de horários de veto para alterações em folgas. Segundo o sindicato, as propostas apresentadas pelas empresas aéreas durante as negociações tinham cláusulas que pioravam as condições de trabalho.

“A negociação viu-se frustrada, e a greve, que é o único instrumento de luta dos trabalhadores, tornou-se necessária”, afirmou o SNA.

Por meio de nota, o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias afirmou que “assegurou todos os direitos da Convenção Coletiva e ao longo do processo negocial, se mostrou aberto ao diálogo sempre com respeito aos profissionais que fazem parte do setor aéreo”.

“O SNEA acredita que as categorias profissionais podem defender seus interesses por todos os meios legítimos, desde que esgotada a via negocial e observada a legalidade”, pontuou.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo